Aspargo - Saiba mais sobre este legume exótico

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Aspargo - Saiba mais sobre este legume exótico

Saiba mais sobre o aspargo, um legume considerado exótico e valorizado pela alta gastronomia

Delicado e com propriedades diuréticas, o aspargo, chamado na Roma Antiga “legume de deus” é valorizado como iguaria gastronômica e como medicamento há, pelo menos, 200 anos antes de Cristo.

Foi aproximadamente nesse período que os romanos domesticaram a planta. Seus antecessores gregos usavam o aspargo selvagem, especialmente para fins medicinais.


A planta tinha reputação de curar uma enormidade de males, de problemas cardíacos à dor de dente. E, de certa forma, os males do amor, já que era considerada afrodisíaca.

Não se sabe se por essa razão, ou por outros motivos, o aspargo desapareceu das mesas durante a Idade Média. Por volta do século 16, ele retorna com honras à cozinha européia: o aspargo foi uma das plantas “exóticas” que a princesa italiana Catarina de Médicis levou na bagagem quando viajou para se casar com Henrique 2º, futuro rei da França.

Um século depois, Luís 14, o “Rei Sol” francês, condecorou o seu jardineiro por ele ter descoberto um meio de cultivar o precioso legume o ano todo.

 Na mesma época, os franceses desenvolveram uma técnica para obter aspargos brancos, que é o utilizado para a fabricação de aspargo em conserva.

Perecível, frágil e extremamente sensível à desidratação, o aspargo é, até hoje, “comida de luxo”.

Mesmo nos locais com condições propícias ao cultivo, é um legume caro. No Brasil, mais ainda: as condições não são tão adequadas ao plantio e a produção nacional é bem pequena.

O aspargo, assim como a acelga, tem uma série de substâncias antioxidantes, como compostos fenólicos e flavonóides. Essas substâncias têm demonstrado uma ação protetora contra o desenvolvimento de doenças crônicas, como as cardiovasculares e o câncer.

Entre os antioxidantes encontrados no aspargo, os carotenóides beta caroteno, luteína e zeaxantina podem ter ação preventiva em alguns tipos de câncer, como o de mama, e diminuem o risco de doenças oculares como degeneração macular e catarata.

O aspargo também contém fitoestrógenos, substâncias com estrutura similar aos hormônios humanos que podem ter ação redutora nos sintomas da menopausa e algum efeito preventivo em câncer do tipo hormônio-dependente.

Os fitoestrógenos encontrados no aspargo são a isoflavona as lignanas – essas últimas, em maior quantidade.

Por ser fonte de vitamina C, o aspargo contribui para o bom funcionamento do sistema de defesas do corpo e a melhor absorção do ferro, essencial para o transporte de oxigênio e a formação de glóbulos vermelhos no sangue — e o aspargo também é fonte vegetal de ferro.

Outro nutriente importante do aspargo é o folato, essencial para a produção do material genético e que previne más-formações fetais. É indicada para todas as mulheres em idade fértil.

Entre os minerais, o aspargo fornece boa quantidade de potássio e manganês. O potássio atua como regulador da pressão e do pH sanguíneos e auxilia os processos digestivos e as contrações musculares — após atividades físicas muito intensas, a reposição de potássio no organismo ajuda na recuperação dos músculos. E o manganês, além de facilitar os processos metabólicos, tem ação antioxidante.

Fonte: Nestlé - Enciclopédia da Saúde



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