Diabetes e Nutrição - Prevenção especialmente na Terceira Idade

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Diabetes e Nutrição - Prevenção especialmente na Terceira Idade

Os cuidados com a saúde requerem uma boa alimentação durante toda a vida, e em especial quando estamos chegando mais perto da chamada "terceira idade"!

Na terceira idade, uma série de mudanças físicas ocorrem e muitas delas exigem um olhar especial quando o assunto é Nutrição. É comum, por exemplo, o paladar ficar menos apurado, sentir menos sede e muitas vezes, surgir alguma dificuldade no processo de mastigação e/ou deglutição de certos alimentos. 

Além disso, as condições sócio-econômicas, o apoio familiar e a autonomia na compra e preparação das refeições, podem favorecer ou não o suporte adequado de nutrientes para um envelhecimento saudável.


Para combater a monotonia alimentar, equilíbrio é a palavra-chave! Além de garantir mais vitalidade para o dia-a-dia, uma rotina alimentar variada, colorida e balanceada ajuda a prevenir e tratar doenças como obesidade, pressão alta, colesterol elevado e claro, o diabetes. O consumo equilibrado de todos os grupos alimentares e seus macro e micronutrientes, faz a diferença! Sem esquecer do consumo adequado de água, fundamental para a manutenção de uma boa hidratação .

A pirâmide alimentar ilustra os grupos alimentares essenciais para uma rotina equilibrada, em todas as fases da vida. Veja como eles são distribuídos:



Pães, cereais, raízes e tubérculos: Fontes de carboidrato, nutriente responsável em fornecer energia para organismo. São exemplos o arroz, pães, massas, milho, aveia, batata inglesa, batata doce, quinoa, mandioca e mandioquinha. Prefira versões integrais por serem ricas em fibras, favorecendo a absorção gradativa desse nutriente e evitando picos de açúcar no sangue. Além disso, cereais integrais são fontes de vitaminas do complexo B, importantes para o desempenho cognitivo e bem estar geral;

Frutas, verduras e legumes: Ricos em vitaminas, minerais e fibras, são essenciais para o sistema imunológico, vitalidade e bom funcionamento intestinal. Verduras e legumes devem ser consumidos em abundância, por fornecerem alta quantidade desses nutrientes sem comprometer a glicemia. Já as frutas, por possuírem frutose em sua composição – um açúcar natural que também eleva a glicemia – devem ser consumidas com moderação;


Carnes, aves, peixes e ovos: Ricos em proteínas de origem animal, nutriente fundamental para a construção e preservação dos músculos e tecidos. Com o passar dos anos, é natural ocorrer a diminuição da massa muscular e por isso, o consumo adequado desses alimentos é fundamental para a proteção e regeneração destes. Além disso, os ovos e as carnes em geral são fonte de leucina, um aminoácido que auxilia no fortalecimento muscular. Fornecem ainda vitaminas do complexo B, ferro e zinco, importantes para o a memória e vitalidade;

Leite e derivados: Também ricos em proteínas, os leites, queijos, iogurtes e outros derivados são excelentes fontes de cálcio, mineral essencial para o tecido ósseo. Versões com menor teor de gordura são interessantes para controle do peso e do colesterol;

Feijões e oleaginosas: Como exemplos desse grupo, fontes de proteína de origem vegetal, estão as leguminosas (feijão, ervilha, grão de bico, lentilha, soja) e as oleaginosas (castanhas, amêndoas, nozes). Essas últimas, além de serem ricas em fibras, possuem alto teor de gorduras mono, poliinsaturadas, benéficas à saúde cardiovascular;

Gorduras e açúcares: Encontradas em diversos alimentos, todos os tipos de gordura são importantes para o nosso organismo. Contudo, as gorduras mono, poli e insaturadas são as mais saudáveis! Benéficas à saúde cardiovascular, as chamadas ‘gorduras do bem’ são encontradas no azeite de oliva, castanhas, peixes, sementes de linhaça, chia, entre outras. Vale a pena investir em alimentos ricos em ômega-3, por este estar associado ao controle dos níveis de colesterol e à melhora da memória, concentração e desempenho cognitivo.

Já os açúcares e doces em geral não são alimentos proibidos, mas devem ser consumidos com moderação. Não só por quem tem diabetes, mas por todas as pessoas que querem manter uma saúde íntegra e prevenir doenças. Evite frituras e gorduras saturadas presentes nas carnes vermelhas, queijos amarelos e guloseimas como chocolates e salgadinhos.

DICAS GERAIS

- Reduza o uso de sal dos produtos industrializados, em especial os que contém sódio em excesso – ex. temperos e molhos prontos, sopas de pacotinho, macarrão instantâneo, entre outros. Abuse das ervas e temperos, como salsinha, orégano, manjericão, cominho, hortelã, sálvia, entre outros;

- Evite ficar longos períodos em jejum e consuma algo de 3 em 3 horas, aproximadamente. Esse fracionamento auxilia no controle do apetite, do peso e principalmente, na prevenção de quadros de hipoglicemia;

- Hidrate-se! A boa hidratação facilita o funcionamento do intestino e dos rins, entre muitas outras vantagens;

- Mexa-se! O nosso corpo é como uma máquina e deve ser estimulado não só com alimentos, mas também com exercícios. Caminhe, nade, dance...escolha uma atividade prazerosa e aos poucos sinta os benefícios de manter-se ativo. Pratique atividade física!

- Mantenha-se dentro das metas! Monitore a glicemia e realize os exames com regularidade. Controlar os níveis de açúcar do sangue auxilia na prevenção de complicações e na longevidade!

Fonte: www.diabetes.org.br


Café da manhã - Nossa principal refeição


Tuberculose - Doença difícil de falar, mais muito importante


Tuberculose - Hoje, como sempre, um assunto que assusta pelo tema, mais que infelizmente tem sido muito relutado no Brasil. Por isto os casos estão aumentando!

Doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK), que afeta principalmente os pulmões, mas, também podem ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).

Como ocorre a transmissão da tuberculose

A tuberculose é transmitida por via aérea em praticamente a totalidade dos casos. A infecção ocorre a partir da inalação de gotículas contendo bacilos expelidos pela tosse, fala ou espirro do doente com tuberculose ativa de vias respiratórias.



Primoinfecção Tuberculosa

Quando uma pessoa inala as gotículas contendo os bacilos de Koch, muitas delas ficam no trato respiratório superior (garganta e nariz), onde a infecção é improvável de acontecer. Contudo, quando os bacilos atingem os alvéolos, eles ocasionam uma rápida resposta inflamatória, envolvendo células de defesa. Caso ocorra falha neste mecanismo, os bacilos começam a se multiplicar.
A primoinfecção tuberculosa, sem doença, significa que os bacilos estão no corpo da pessoa, mas o sistema imunológico os está mantendo sob controle.

Tuberculose primária
Em 5 % dos casos, entretanto a primoinfecção não é contida, seja pela deficiência no desenvolvimento da imunidade celular, seja pela carga infectante ou pela virulência do bacilo. A tuberculose resultante da progressão do complexo primário e que se desenvolve nos primeiros cinco anos após a primoinfecção denomina-se Tuberculose primária.
As formas de tuberculose primária podem ser: ganglionares, pulmonares e miliar que comprometem não apenas os pulmões, mas muitos órgãos como rins, cérebro, meninges, glândula supra-renal e ossos, resultantes da disseminação linfohematogênica do bacilo. Por contigüidade, ocorrem as formas pleural (pulmão), pericárdica (gânglios mediastinais) e peritonial (gânglios mesentéricos).

Tuberculose pós-primária 
Uma vez infectada, a pessoa pode desenvolver tuberculose doença em qualquer fase da vida. Isto acontece quando o sistema imunológico não pode mais manter os bacilos “sob controle” e eles se multiplicam rapidamente (reativação endógena). Pode acontecer também, reativação exógena, na qual ocorre uma nova exposição a bacilos mais virulentos e que resistem à forte resposta imunológica desencadeada pelo hospedeiro (reativação exógena).
Os doentes bacilíferos, isto é, aqueles cuja baciloscopia de escarro é positiva são a principal fonte de infecção.
Portanto, todas as medidas devem ser realizadas no sentido de encontrar precocemente o paciente e oferecer o tratamento adequado, interrompendo assim, a cadeia de transmissão da doença.
A má alimentação, a falta de higiene, o tabagismo, o alcoolismo ou qualquer outro fator que gere baixa resistência orgânica, também favorece o estabelecimento da doença.

Formas da Doença
A apresentação da tuberculose na forma pulmonar, além de ser mais frequente, é também a mais relevante para a saúde pública, pois é a forma pulmonar bacilífera, a responsável pela manutenção da cadeia de transmissão da doença.
A busca ativa dos sintomáticos respiratórios é a principal estratégia para o controle da TB, uma vez que permite a detecção precoce das formas pulmonares.


Tuberculose Pulmonar
Os sintomas clássicos da TB pulmonar são: tosse persistente por 3 semanas ou mais, produtiva ou não (com muco e eventualmente sangue), febre vespertina, sudorese noturna e emagrecimento.

Em populações especiais, tais como presidiários, moradores de rua, pacientes HIV positivos, crianças, tosse com 2 semanas ou mais, pode ser sugestivo de tuberculose pulmonar e DEVE ser investigado.

Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum na criança maior, adolescente e adulto jovem. Tem como característica principal a tosse seca ou produtiva (com catarro).
A febre vespertina, sem calafrios, não costuma ultrapassar os 38,5º C. A sudorese noturna e a anorexia são comuns. O exame físico geralmente mostra “fácies” de doença crônica e emagrecimento, embora indivíduos com bom estado geral e sem perda do apetite também possam ter TB pulmonar.

Tuberculose extrapulmonar
As formas extrapulmonares da tuberculose têm seus sinais e sintomas dependentes dos órgãos e/ou sistemas acometidos.
Sua ocorrência aumenta entre pacientes com imunocomprometimento grave, principalmente naqueles com aids.

Diagnóstico
Baciloscopia do escarro

A baciloscopia direta do escarro é o método principal no diagnóstico e para o controle de tratamento da tuberculose pulmonar por permitir a descoberta das fontes de infecção, ou seja, os casos bacilíferos. Trata-se de um método simples, rápido, de baixo custo e seguro para elucidação diagnóstica da tuberculose, uma vez que permite a confirmação da presença do bacilo.

A boa amostra de escarro é a proveniente da árvore brônquica, obtida após esforço da tosse (expectoração espontânea).

O exame de baciloscopia de escarro deve ser solicitado aos pacientes que apresentem:

• Tosse por duas a três semanas (sintomático respiratório);
• Suspeita clínica e/ou radiológica de TB pulmonar,
independentemente do tempo de tosse;
• Suspeita clínica de TB em sítios extrapulmonares (materiais
biológicos diversos).

Coleta de Escarro e Cuidados

Orientação ao paciente
A unidade de saúde deve ter pessoal capacitado para fornecer  informações claras e simples ao paciente quanto à coleta do escarro, devendo proceder da seguinte forma:

- Orientar o paciente quanto ao procedimento de coleta: ao despertar pela manhã, lavar bem a boca, inspirar profundamente, prender a respiração por um instante e escarrar após forçar a tosse. Repetir essa operação até obter três eliminações de escarro, evitando que esse escorra pela parede externa do pote.

- Informar que o pote deve ser tampado e colocado em um saco plástico com a tampa para cima, cuidando para que permaneça nessa posição.

- Orientar o paciente a lavar as mãos.

Radiológico 

A radiografia de tórax é método diagnóstico de grande importância na investigação da tuberculose.
Diferentes achados radiológicos apontam para suspeita de doença em atividade ou doença no passado, além do tipo e extensão do comprometimento pulmonar.
Deve ser solicitada para todo o paciente com suspeita clínica de TB pulmonar.

Prova Tuberculínica (PT)

A prova tuberculínica consiste na inoculação intradérmica de um derivado protéico do M. tuberculosis para medir a resposta imune celular a estes antígenos. É utilizada, nas pessoas (adultos e crianças), para o ver se apessoa está infectada pelo M. tuberculosis. Na criança também é muito importante como método coadjuvante para o diagnóstico da TB doença.

Avaliação de contatos:

1. O caso índice deve ser entrevistado o quanto antes para identificação das pessoas que serão consideradas contatos.

2. Os contatos e suas respectivas idades devem ser listados. O tipo de convívio deve ser estabelecido (casa, ambiente de trabalho, escola, etc) e formas de localização devem ser identificadas (endereço e/ou telefone).

3. Sempre que possível realizar visita domiciliar para um melhor entendimento das circunstâncias que caracterizam os contatos identificados na entrevista do caso índice.
Todos os contatos serão convidados a comparecer à unidade de saúde para serem avaliados, pois eles que apresentam maior risco de adoecimento, pois estão expostos ao doente bacilífero.

Tratamento da Tuberculose

O tratamento da tuberculose é feito com 4 drogas na fase de ataque (2 meses)do tratamento com isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol. Na fase de manutenção (quatro meses subseqüentes) utilizam-se rifampicina e isoniazida. Este tratamento dura 6 meses e leva à cura da doença, desde que haja boa adesão ao tratamento com uso diário da medicação.
O tratamento deve ser diretamente observado (TDO).


Tratamento Diretamente Observado (TDO) 

No tratamento diretamente observado, um profissional da equipe da unidade de saúde observa a tomada da medicação do paciente desde o início do tratamento até a sua cura. Esta estratégia, também, oferece maior acolhimento ao doente, melhor adesão com aumento da cura e redução de abandono ao tratamento.

Todo paciente com Tuberculose deve receber este tipo de tratamento.



Gula - Por que é tão difícil controlar a saciedade


Muitas pessoas se frustram por não conseguirem seguir a alimentação de maneira disciplinada. E isso pode ocorrer porque alguns indivíduos possuem níveis de saciedade reduzidos.

A dificuldade de ficar saciado é um dos inimigos da dieta. Mas o que muitos não sabem é que essa característica é herdada geneticamente. Ou seja, algumas pessoas têm problemas para controlar a alimentação devido à um componente genético.

A obesidade é tratada como uma epidemia em nível mundial e diversos centros de pesquisa tentam entender porque os números aumentam cada vez mais e quais os mecanismos fisiológicos que levam ao desenvolvimento do sobrepeso.




Recentemente, o CDC (Center of Disease Control and Prevention) divulgou um relatório com os índices de obesidade da população americana nos últimos três anos. O estudo mostra que os índices aumentaram em crianças, adultos e adolescentes. No Brasil, a realidade parece não ser diferente.

A preocupação com os altos índices de obesidade ocorre pelo fato de que ela é o gatilho para diversas doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares e câncer. A forma mais comum de obesidade é multifatorial, que envolve muitos genes e fatores ambientes, incluindo dieta e padrões de atividade física. Os genes que estão envolvidos fazem parte das vias de homeostase energética, consumo de energia (através de mecanismos como regulação), propensão para armazenar calorias ingeridas em excesso, gosto e saciedade.

Além disso, nosso meio ambiente "obesogênico" oferece oportunidades abundantes para aumentar a ingestão de alimentos (por exemplo, o aumento da disponibilidade e acesso a lojas de fast food) e diminuir os níveis de atividade física (menos oportunidades de atividade devido à falta de calçadas, trilhas para caminhada, ciclovias, ou parques).

Assim, o controle do ambiente é fundamental, mas o conhecimento da genética também é uma ferramenta interessante. Algumas pessoas se frustram pois não conseguem adotar uma dieta e seguir de maneira disciplinada. Isso pode acontecer entre outros fatores, porque alguns indivíduos possuem os níveis de saciedade reduzidos.

Um estudo realizado no King’s College London Institute of Psychiatry demonstrou que indivíduos com uma variante do gene FTO, mesmo após as refeições, apresentam os níveis de grelina mais elevados. Ela é um hormônio produzido pelo estômago. Durante o jejum, age no cérebro e parece estimular a sensação de fome. Na medida que a pessoa ingere o alimento ele vai diminuindo sua concentração. Mas para pessoas com essa alteração genética, isso parece não acontecer, o que acarreta em um aumento do índice de massa corporal.

Para esse grupo, dietas tradicionais ou da moda não vão trazer os resultados desejados. Pode parecer algo raro, mas essa variante está presente em aproximadamente 20% nas populações estudadas.

Então, são muitas pessoas no mundo que apresentam dificuldades de saciedade, o que pode ser um importante agravante para a elevação cada vez maior dos índices de obesidade. Uma dieta não servirá para toda a população. A individualidade cada vez mais tem sido a melhor alternativa para a saúde e bem estar.

Fonte: extra.com

Leites vegetais - Conheça todos os benefícios para sua saúde

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Leites vegetais - Conheça os benefícios para sua saúde

Nutritivos e saborosos, são alternativas para quem tem intolerância à lactose ou deseja diminuir o consumo de proteína animal.

Seja por intolerância alimentar ou pelo objetivo de perder peso, muitas pessoas têm substituído o leite comum pelos leites vegetais. 

Você certamente já ouviu falar nas famosas dietas sem lactose, nas quais o leite de vaca e seus derivados são completamente excluídos da alimentação.


Além da rápida absorção de nutrientes e de sua função antioxidante, que proporcionam a sensação de saciedade e energia ao corpo, os leites vegetais também são ricos em gorduras mono e poli-insaturadas, conhecidas como “gorduras do bem”.

Assim como o leite de vaca, os leites vegetais também possuem micronutruentes, porém suas proteínas são menos alergênicas, o que garante uma digestão melhor e mais rápida. E para quem se preocupa com a obtenção de cálcio, abundante no leite animal e essencial na alimentação, a nutricionista Isabella Vorcaro explica que alimentos como brócolis, couve, repolho, espinafre, gergelim e queijo de soja podem ser incluídos na dieta para suprir as necessidades do mineral.

O leite de vaca está entre os alimentos mais consumidos pelos brasileiros, mas o que muita gente não sabe é que a reação às suas proteínas pode provocar a intolerância à lactose, até mesmo em pequena escala. Diarréia, dores abdominais, cólicas, refluxo, reações alérgicas na pele e até mesmo dificuldade em perder peso são alguns dos sintomas da alergia, e essa é a grande razão de cada vez mais dietas excluírem a lactose. Mesmo fraca, qualquer reação à proteína do leite pode dificultar a absorção de nutrientes e a digestão.

Os leites vegetais podem ser consumidos por qualquer pessoa e substitutos em receitas, mas cuidado: embora sejam de rápida absorção, também são calóricos e ricos em gorduras que, mesmo boas, também podem engordar. “Moderação é sempre a chave da saúde”, ressalta a nutricionista.

Confira os benefícios e receitas de alguns dos principais leites vegetais:

Leite de soja
Indicado aos intolerantes à lactose, o leite de soja também é livre de colesterol e, por ser anticancerígeno, protege o organismo contra danos celulares, reduz a incidência de doenças como diabetes, mal de Alzheimer, doenças renais, hipertensão, sintomas da menopausa e auxilia no funcionamento do intestino. Segundo Isabella, o consumo diário de leite de soja não deve ultrapassar 3 xícaras, pois doses elevadas de isoflavona podem prejudicar o funcionamento da tireoide. A dieta de quem substitui o leite animal pelo leite de soja deve ser complementada com vitamina B12 e  vitamina D.

Leite de Girassol
Por ser um antioxidante poderoso, a semente é ideal para quem deseja perder peso. É rica em proteínas e minerais como fósforo, cobre, ferro, zinco e vitaminas B6, E e K. O leite de girassol pode equilibrar a retenção de líquidos e o funcionamento intestinal.

Leite de Arroz Integral
É considerado um poderoso desintoxicante e conta com vitaminas como B1 e niacina, responsáveis pela transformação de proteínas e carboidratos em energia. Por conter um pouco mais de carboidrato, é ideal para quem deseja mais energia e disposição para atividades físicas.


Leite de Castanha do Pará
O leite de castanha do pará possuí aminoácidos essenciais e atua no crescimento, reparação e na reprodução celular. Proporciona energia e sensação de saciedade.
Receita:
Deixe de molho 1 xícara de castanhas limpas por 6 horas, depois bata no liquidificador com 3 xícaras de água. Coe mais de uma vez.

Leite de Aveia
Por ser rica em cálcio, ferro, magnésio, vitaminas do complexo B e conter fibras, a aveia facilita o fluxo intestinal e auxilia o controle da glicemia. De sabor leve e agradável, o leite do cereal possui uma quantidade de proteínas biodisponíveis, mas não deve ser consumido por celíacos, pois contém glúten.

Leite de Amendoim
Rico em proteínas e fonte de magnésio, cálcio e vitamina E, o amendoim fortalece a estrutura óssea e previne doenças como a osteoporose. Também conta com vitaminas do complexo B, essenciais ao sistema nervoso e que auxiliam no processo de digestão.

Leite de Gergelim
A semente de gergelim tem uma das maiores concentrações de cálcio biodisponível e de alto valor biológico. Tem sabor forte, ajuda no combate ao estresse e nutre as células nervosas. É fonte de proteínas, cálcio, ferro e antioxidantes que combatem os radicais livres, protegendo as células do envelhecimento precoce.

Leite de Amêndoas

Isento de glúten, o leite de amêndoas é rico em vitaminas e minerais como ferro, cálcio e zinco, além de conter antioxidantes, compostos fenólicos e bioativos que previnem a inflamação das células do corpo. De sabor agradável e levemente adocicado, é uma ótima opção para quem deseja substituir o leite de vaca em receitas.

Receita de leite de amêndoas:
Ingredientes
1 xícara de amêndoas embebidas (melhor de molho durante a noite)
4-5 copos de água filtrada
5 gotas de Essência de Baunilha
Mel ou Agave a gosto

Modo de preparo
Adicione as amêndoas e encharcados de água no liquidificador e bata até que a água se torne leitosa e as amêndoas se dividam em uma polpa. Coe numa peneira de aço e esprema até todo o leite sair. Deixe na geladeira por algumas horas antes de consumir.


Mitos e verdades sobre o diabetes

No Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas, acima de 18 anos, têm a doença. 

Um estudo recente da Sociedade Brasileira de Diabetes, aponta que mais de 60% deles não sabem que têm a doença. 

Disfunção metabólica crônica decorrente de uma deficiência de insulina - hormônio produzido pelo pâncreas - que pode ser causada por fatores genéticos ou em decorrência de maus hábitos de vida como sedentarismo e uma dieta desequilibrada, recheada, principalmente de açúcar.

O problema pode trazer perda ou aumento de peso, é fator de risco para problemas cardiovasculares e, nos casos mais graves, provocar falência de órgãos (rins, olhos) e até a morte. Apesar dos perigos, é completamente controlável.

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"É uma doença crônica e deve ser tratada como tal, mas com informação e mudança de hábitos, dá para ser controlada e ter qualidade de vida", explica a nutricionista Patrícia Ramos, coordenadora do Hospital Bandeirantes. Pensando nisso, o MinhaVida conversou com especialistas para descobrir os mitos e verdades do diabetes para facilitar a vida de quem convive com a doença.  

1.Diabetes é contagioso

Mito: o diabetes não passa de pessoa para pessoa. É preciso acabar com essa discriminação de que o diabético não pode ter emprego, amigos e vida social. O que acontece é que, em especial no tipo 1, há uma propensão genética para se ter a doença e não uma transmissão comum. "Temos exemplos de mães diabéticas que tem filhos totalmente saudáveis", explica a nutricionista. 


2.Canela ajuda a controlar o diabetes

Mito: não tem nenhum estudo científico que comprove isso. Existem alguns estudos em relação à canela, porém são estudos preliminares, que merecem mais esclarecimentos para provar esse efeito satisfatório. "É melhor não seguir nada que não seja comprovado, afinal, trata-se de um problema crônico e qualquer descuido pode piorar a situação", diz a nutri.   

3.Diabético pode consumir mel, açúcar mascavo e caldo de cana sem problemas

Mito: apesar de naturais, estes alimentos tem açúcar do tipo sacarose, maior vilã dos diabéticos. "Hoje, os padrões internacionais já liberam que 10% dos carboidratos ingeridos podem ser sacarose, mas sem o controle e a compensação, os níveis de glicose podem subir e desencadear uma crise", explica Patrícia. "O diabético até pode consumir, mas ele deve ter noção de que não pode abusar e compensar com equilíbrio na dieta", continua.

4.Alguns alimentos ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue auxiliando o tratamento do diabetes 

Verdade: Sim. Isso por conta do Índice Glicêmico (IG) dos alimentos. Quando um alimento tem o índice glicêmico baixo, ele retarda a absorção da glicose pelo sangue e, portanto estabiliza a doença. Mas, quando o índice é alto, esta absorção é rápida e acelera o aumento das taxas de glicose no sangue. "Alimentos integrais, iogurtes sem açúcar, maçã, pera, feijão, lentilha e manga, podem ser considerados indutores deste controle, por isso ajudam a amenizar os sintomas da doença, já os de alto índice, como batata e demais carboidratos, aumentam o problema", continua 

5.A aplicação de insulina causa dependência química

Mito: a aplicação de insulina não promove qualquer tipo de dependência química ou psíquica. O hormônio é importante para permitir a entrada de glicose na célula, tornando-se fonte de energia. "No caso dos pacientes com diabetes tipo 1, não tem jeito eles são insulino-dependentes, e não porque ela cause esta dependência, mas pelo fato de sua deficiência ser crônica desde o nascimento", explica Patrícia.

"Não se trata de dependência química e sim de necessidade vital. Você precisa da insulina para sobreviver, mas não é um viciado na substância", explica o endocrinologista e presidente da Associação Nacional de Apoio ao Diabético (Anad), Fadlo Farige. 

6.Deve-se substituir o açúcar dos alimentos por adoçante

Verdade: os adoçantes foram feitos exatamente para os diabéticos ou para quem está de dieta, porém, para pessoas que não têm nenhuma disfunção, existe um limite para seu uso. "O valor diário recomendado de aspartame, por exemplo, é 40 mg por kg, já no ciclamato, este número é bem menor, 11 mg", explica a nutricionista.  

7.Dá para evitar a insulina se você não ingere carboidratos

Mito: neste caso, depende. O carboidrato eleva a glicemia com mais rapidez, por isso sua ingestão deve ser controlada. "No diabetes Tipo 1, é necessária a aplicação de insulina diariamente, já que o pâncreas não produz este hormônio. Portanto, mesmo que não coma carboidratos, precisará aplicar insulina. No caso do diabetes Tipo2, a ingestão da insulina vai depender do nível de glicemia. Se estiver controlado, pode-se parar o uso, porém, só um médico poderá fazer esta avaliação", explica Patrícia.  

8.Não é permitido ingerir bebidas alcoólicas 

Verdade: "o consumo é permitido, mas com alguns cuidados: de forma moderada e sempre junto a uma refeição, pois o consumo isolado pode levar a hipoglicemia (baixa nas taxas de glicose sanguínea) ou dificultar a recuperação de uma crise hipoglicêmica, já que o uso de insulina e de outros medicamentos para controlar o diabetes é feito para baixar a glicemia, e o álcool tende a diminuir ainda mais estas taxas, o que pode levar a um quadro crônico", explica a nutricionista. 

Também é importante fazer o monitoramento de glicemia antes e depois de consumir bebidas alcoólicas. Para Fadlo Fraige, apenas as bebidas destiladas são permitidas (e com muita moderação), pois, segundo ele, não são feitas à base de carboidratos e o álcool tem baixo índice glicêmico. Já sobre as fermentadas, à base de glicose, o endocrinologista recomenda: "Cuidado com cervejas e bebidas doces ou à base de carboidratos. Elas têm alto índice glicêmico e podem trazer problemas. Ao contrário do que se imagina, as bebidas sem álcool são piores, pois, têm o carboidrato e não têm o álcool que ajuda a baixar a glicemia", explica o presidente da Anad.  

9.Bebida alcoólica pode porque o remédio para diabetes tem álcool e não faz mal

Mito: A taxa de álcool presente nos remédios são mínimas e, por isso, não dá para fazer esta comparação. "Bebidas alcoólicas são permitidas com restrições", diz a nutricionista.

10.Quem tem diabetes deve fazer somente exercícios leves


Verdade: diabéticos devem ser estimulados a fazer atividades físicas, respeitando contra-indicações, se houver. "De uma forma geral, os exercícios melhoram os níveis glicêmicos, porém, quando o gasto calórico é maior do que a reposição de nutrientes após o treino, pode haver um quadro de hipoglicemia, por isso, deve-se fazer um monitoramento", diz a nutricionista. 

11.Estresse ajuda a descontrolar o diabetes

Verdade: quando uma pessoa fica nervosa, a sua taxa de glicose sanguínea sobe. "Mas isso não acontece só com diabéticos", diz Patrícia.

12.Diabéticos podem usar sauna e fazer escalda pés

Mito:  Por ser uma disfunção metabólica o diabetes altera a circulação e compromete os vasos sanguíneos, dificultando o processo de cicatrização e pode causar problemas em diversas outras funções como problemas renais e o comprometimento da visão. "Em função desta alteração circulatória, os riscos de exposição à altas temperaturas e aos choques térmicos podem agravar ou desencadear quadros de angiopatias e outros problemas cardíacos", finaliza a Patrícia. 

Fonte: Araruna 1

Entenda a pré-diabetes - 40 milhões de brasileiros sofrem dela

Entenda a pré-diabetes - 40 milhões de brasileiros sofrem dela

A popular "bariga grande"é o estágio inicial da doença, não é mito!

A diabete é uma doença grave e que preocupa muitas pessoas atualmente. O período de desenvolvimento é de 10 anos e, durante esse tempo, é comum que as pessoas entrem no estágio da pré-diabete, caracterizado pelo índice glicêmico em jejum entre 99 e 127. O precedente da doença também é importante e precisa ser tratado, antes que evolua para a diabete.


"Em geral, pessoas que tem pré-diabete são aquelas que estão acima do peso e têm risco de desenvolver diabete tipo 2", explica o endocrinologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Rogério Silicani. Além disso, o especialista afirma que, normalmente, o estágio está relacionado ao aumento de gordura, especialmente a abdominal.
Estima-se que para cada diabético, três pessoas estejam na condição de pré-diabete, isto é, aproximadamente 40 milhões de brasileiros. Apesar do número elevado, o coordenador do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Ricardo Cohen, afirma que poucas pessoas que estão nesse estágio têm conhecimento.

Pessoas com circunferência abdominal aumentada têm tendência a desenvolverem pré-diabete

Há alguns fatores de risco que podem levar pessoas a desenvolverem a pré-diabete, como genética favorável para desenvolver diabete, já ter tido índices elevados de glicemia, mulheres que tiveram diabete gestacional ou filhos com mais de 4 kg, ter circunferência abdominal aumentada, ser hipertenso, sedentário ou ter mais de 40 anos.


Para descobrir que está no estágio de pré-diabete, é preciso verificar o índice glicêmico. "É comum descobrir em exames de rotina", explica Cohen. O endocrinologista do Albert Einstein alerta que, embora o exame dê o diagnóstico, possuir fatores de risco já é motivo para se preocupar.

Não há sintomas para a pré-diabete, a única mudança que pode acontecer no corpo é a <>, ou seja, a pigmentação das dobras do corpo aumenta. Isso acontece devido à resistência de insulina, comum em pessoas com excesso de gordura abdominal. 

"Embora a pré-diabete não seja uma doença, é um estado ligado a um maior risco cardiovascular", diz Silicani, que apresenta esse como mais um fator para se preocupar com os altos índices glicêmicos. O médico do Hospital Oswaldo Cruz também alerta sobre riscos dessa condição: entre 10% e 15% dos pacientes pré-diabéticos já podem ter lesões no rim, na retina e nos nervos.

Para prevenir que o estágio evolua para a diabete, é preciso ter uma vida saudável. De acordo com o Silicani, a meta deve ser diminuir entre 5% e 7% do peso corporal e fazer 150 minutos de atividades físicas por semana.

Diabetes
O diabetes é uma doença crônica que atinge 13 milhões de brasileiros, de acordo com o Ministério da Saúde. Ela ocorre quando a insulina não é suficiente ou não consegue agir de maneira adequada para metabolizar o açúcar presente nos alimentos e transformá-lo em energia, resultando no excesso de glicose na corrente sanguínea
Tomar remédios para controlar a evolução da pré-diabete também é importante. "Para um diabético, as mudanças não freiam a doença, apesar de atenuarem, mas um pré-diabético pode evitar a diabete", frisa Cohen sobre a importância de se cuidar.

Para pacientes obesos com essa condição, a cirurgia bariátrica diminui em oito vezes as chances de o estado evoluir para diabete tipo 2.

Silicani reforça que a alimentação saudável e a prática de esportes não é recomendada apenas para pessoas com pré-diabete, mas para todos. "A maior parte das pessoas tem dúvida de como montar uma refeição ideal: primeiro, ter as três refeições principais, café da manhã, almoço e jantar. E dividir o prato em quatro partes, um quarto carboidratos, um quarto proteínas e o resto deve ser divididos entre legumes, verduras e salada", explica



Gastrite - Mitos e verdades sobre a doença

Gastrite - Mitos e verdades sobre a doença

A gastrite, assim como muitas doenças, causam um série de mitos, que acabam confundindo as pessoas.

Toda doença tem causas específicas, ou não, e seus mitos e verdades, que escutamos desde a infância. Conheça alguns aqui sobre a gastrite!

Mascar chiclete dá gastrite
MITO
Os especialistas ouvidos pelo UOL foram unânimes ao afirmar que o ato de mascar chicletes não está relacionado ao desenvolvimento de inflamações na mucosa do estômago. "A pessoa pode ter outros problemas de saúde relacionados à ingestão do açúcar. Mas, não tem nenhuma relação com o desenvolvimento da gastrite", disse Ramiro Mascarenhas, presidente da Sobed (Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva)


Um exame importante para fazer e muitas matérias para estudar, mas o dia tem apenas 24 horas. O café passa a ser o companheiro das noites em claro e das manhãs sonolentas - para compensar a noite mal dormida. Tem sempre alguém para advertir:

"Cuidado! Com tanto café, você vai acabar com uma gastrite". Será?
Segundo especialistas, a cafeína pode, sim, irritar o estômago causando dor e desconforto. E não é só ela. Pimenta, bebidas alcóolicas e o cigarro também possuem essa característica. A irritação pode ser entendida como gastrite, que nada mais é do que um termo genérico para designar uma lesão superficial na mucosa do estômago.

Ficar sem comer dá gastrite
PARCIALMENTE VERDADE 
Se alimentar em períodos espaçados pode se refletir no estômago. "Quando o alimento chega ao estômago depois de um longo tempo sem se alimentar, a quantidade de suco gástrico aumenta. Isso pode gerar dor e desconforto", explica Rogério Alves, gastroenterologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Já Ramiro Mascarenhas, presidente da Sobed, afirma que apesar de fazer mal para o organismo como um todo, não significa que esse hábito vá causar uma gastrite. "A pessoa sente mais aquela dor típica de quem está com fome", diz

Estresse causa gastrite
MITO
Na verdade, o estresse está mais relacionado ao refluxo, que é quando o ácido do estômago sobe para o esôfago em vez de seguir o caminho da digestão. Muitos dos sintomas do refluxo podem ser confundidos com gastrite. "Além disso, todo mundo tem um órgão de choque no organismo. Tem gente que tem queda de cabelo quando se estressa e tem gente que tem dor no estomago", afirma Rogério Alves, gastroenterologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo

Comer muita fritura causa gastrite
PARCIALMENTE VERDADE
Alimentos ricos em gordura exigem mais do organismo para serem digeridos e, por isso, tendem passar mais tempo no estômago. "A sensação de empachamento pode ser confundida com gastrite, mas, na verdade, a pessoa só tem uma dieta inadequada", diz Ramiro Mascarenhas, presidente da Sobed (Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva). Para Rogério Alves, gastroenterologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, esse alimentos tanto podem piorar o quadro de quem já sofre de gastrite como pode desencadear o problema. "É ideal sempre comer uma comida mais leve", afirma

Gastrite pode evoluir para úlcera
MITO 
É a infecção pelo H-pylori ou a ingestão de analgésicos que podem levar ao desenvolvimento de uma úlcera, não uma gastrite. "Existe uma associação entre as duas, mas a gastrite não é a causa da úlcera, é a bactéria, no caso de infecção pelo H-pylori", explica Ramiro Mascarenhas, presidente da Sobed (Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva)

Remédios podem causar gastrite 
VERDADE
"Anti-inflamatórios interagem com substâncias presentes na mucosa do estômago, diminuindo a sua presença, o que pode causar inflamação e até úlcera", afirma Rogério Alves, gastroenterologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo

Tomar leite alivia dor no estômago
VERDADE
Segundo Rogério Alves, gastroenterologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, o leite é alcalino e por isso neutraliza momentaneamente a acidez no estômago, responsável pela sensação de desconforto. Mas, segundo o gastroenterologista do Centro de Gastroenterologia do Hospital 9 de Julho, Matheus Azevedo, a ingestão não é aconselhada. "O leite é gorduroso e, por isso, tende a exigir ainda mais do estômago para ser digerido. Leite não é tratamento. Quem tem uma dor persistente no estômago precisa procurar um especialista", afirma

A gastrite pode ser gerada por diversos fatores

O gastroenterologista do Hospital 9 de Julho, Matheus Azevedo, explica que o desenvolvimento de uma inflamação no estômago varia de pessoa para pessoa. "Nosso estômago tem um mecanismo de defesa próprio contra agentes externos, mas quando esses mecanismos não são suficientes para vencer os agentes, a gastrite pode acontecer e piorar", explicou.

Inflamação pode ser causada por bactéria

Apesar dos hábitos influenciarem o desenvolvimento da gastrite, grande parte dos casos está relacionada à presença de uma bactéria específica: a Helicobacter pylori ou H.pilori como é conhecida.
"É uma bactéria frequente no meio ambiente e a sua contaminação tem a ver com a condição socioeconômica do paciente. Vivemos em um mundo de contaminação fecal-oral", disse Ramiro Mascarenhas, presidente da Sobed (Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva). 
O H-pylori causa úlceras no estômago, que são feridas mais profundas, e podem levar até a um câncer gástrico. "Tem que ter cuidado porque essa dor, esse desconforto, podem indicar a presença de doenças mais graves. É preciso investigar as causas desse desconforto", afirmou Mascarenhas. Essa investigação é feita por uma endoscopia digestiva, que é um exame que filma a mucosa do esôfago, estômago e da parte superior do intestino delgado, e também pela biópsia, que retira um pedaço do tecido inflamado do estômago para análise.

"Há casos que a endoscopia nem é necessária. Apenas um exame de sangue já consegue detectar o que a pessoa tem. Por isso, é muito importante procurar orientação médica", afirmou Mascarenhas, ao se referir às parasitoses que tem sintomas semelhares à gastrite, como estrongiloidíase e a giárdia.

Matheus Azevedo explica que, no caso da infecção por H-pylori, o tratamento é feito com dois ou três antibióticos e um inibidor do ácido do estômago. "Nesse período, o paciente não pode comer alimentos que vão pesar no estômago, não pode ingerir álcool. Além disso, os antibióticos podem gerar desconforto estomacal", conta. Com isso, o tratamento é feito para curar a gastrite.

Tomar remédio ataca o estômago?

Além dos microrganismos, dos hábitos descritos no começo desse texto, o que muita gente não sabe é que aquela aspirina tomada depois de um longo dia de trabalho e estresse para aliviar a dor de cabeça, ou aquele remédio para desinflamar a garganta, também podem causar inflamações no estômago.

"Há remédios, em especial os anti-inflamatórios, que interagem com substâncias presentes na mucosa do estômago, diminuindo a sua presença, o que pode causar inflamação e até úlcera. Por isso, é imprescindível que esses medicamentos só sejam tomados com prescrição médica", contou Rogério Alves, gastroenterologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo.


Desempenho Sexual - Cafeína pode contribuir a favor

Para todos os amigos do cafezinho, até de uma coca-cola de vez em quando, esta notícia é perigosa para o aumento do consumo.

Além de dar uma energia a mais para as atividades de rotina, o cafezinho de todos os dias pode também ajudar um casal a ter uma boa noite de amor.

Um estudo da Universidade do Texas descobriu que uma certa quantidade de cafeína ingerida pelos homens todos os dias reduzia a probabilidade de disfunção erétil e, consequentemente, melhorava o desempenho sexual.

O estudo, divulgado na publicação científica Plus One, foi feito com mais de 3,7 mil homens de mais de 20 anos e constatou que os que bebiam de dois a três cafés (85 a 170 miligramas de cafeína) por dia reduziam o risco de terem impotência sexual.


O estudo constatou que 42% dos que bebiam essa quantidade de café diariamente eram menos propícios a relatar problemas de disfunção erétil que os que não bebiam.

A constatação também valeu para homens acima do peso, obesos ou com problemas de pressão alta. O café só não trouxe mudanças para os diabéticos que participaram do experimento.
"Apesar de termos visto uma redução da disfunção erétil com homens obesos, acima do peso ou hipertensos, isso não aconteceu com os que tinham diabetes", explicou um dos principais autores do estudo, professor David Lopez, em comunicado divulgado pela universidade.
"Diabetes é um dos maiores fatores de risco para disfunção erétil, então isso não foi uma surpresa."

Ressalva

A estatística, porém, caía para 39% para homens que bebiam mais que três cafés por dia.

Os autores da pesquisa acreditam que a cafeína estimula uma série de efeitos farmacológicos que aumentam o fluxo do sangue para o pênis, relaxando as artérias e os músculos.

Os autores dizem que os resultados da pesquisa estão alinhados com os encontrados em investigações prévias. Fazem a ressalva, porém, de que são necessários mais estudos para determinar claramente uma relação de causa e efeito entre cafeína e desempenho sexual.

Ainda segundo o estudo, além do café, outras bebidas que contêm cafeína podem ajudar na prevenção da impotência sexual, como chás, refrigerantes ou bebidas esportivas.

A impotência sexual atinge 25 milhões de brasileiros, segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia divulgada em dezembro do ano passado. O problema acontece principalmente em homens de 40 a 70 anos de idade.


Dicas e Curiosidades Sobre Nosso Corpo

Dicas e curiosidades sobre o corpo humano

O corpo humano é repleto de curiosidades que às vezes nem imaginamos!

Pesquisando na internet, encontrei este artigo super interessante, com dicas e curiosidades sobre nosso corpo. 

Algumas delas são realmente surpreendentes, e podem fazer a diferença num momento de necessidade.

1. Se você estiver com a garganta doendo, aperte seu ouvido:
Pressionando os nervos do ouvido, ele vai gerar um reflexo imediato nos espasmos da garganta e alivia o desconforto

2. Para ouvir melhor utilize apenas um lado da orelha:
Se você está em um clube e não ouvir bem o que as pessoas estão dizendo, vire a cabeça e use apenas a orelha direita, uma vez que ela distingue melhor as conversações, enquanto a esquerda identifica músicas de som.

3. Para resistir à tentação de ir ao banheiro pense em sexo:
Quando não resistir à vontade de urinar e não tiver um banheiro por perto, pense em sexo. Isso vai entreter o seu cérebro e reduzirá o estresse.


4. Provoque tosses para reduzir a dor:

Um grupo de cientistas alemães descobriram que quando você espirra, aumenta a pressão no peito e coluna vertebral, inibindo, assim, dores na coluna.

5. Se você estiver com o nariz entupido:

Pressione o céu da boca e o nariz. Toque o céu da boca firmemente com um dedo, segurando o nariz abaixo das sobrancelhas. Isso permitirá que as secreções possam se mover e você volta a respirar.

6. Quando você tiver com azia, durma sobre seu lado esquerdo:

Isto cria um ângulo entre o estômago e do esófago, de modo que o ácido não pode passar para a garganta.

7. Quando um dente dói esfregue um cubo de gelo em sua mão:
Você deve passar um pedaço de gelo na área, em um "v" que tem entre o polegar e o dedo indicador contra a palma da mão. Isto reduz em 50% a dor, pois este setor está ligado aos receptores da dor da face.

8. Quando você se queimar, pressione o ferimento com um dedo:

Após a limpeza da área afetada, pressione com a mão sobre a queimadura, assim ela retornará a temperatura inicial e evitará bolhas. (Para pequenas queimaduras, apenas)

9. Quando você estiver bêbado:

Repouse a mão sobre uma mesa ou superfície estável. Se você fizer isso, seu cérebro vai recuperar o sentido de equilíbrio e evitará que tudo gire ao seu redor.

10. Ao correr, respire quando o pé esquerdo pisar o chão.
Isto irá prevenir sentimento de comichão no peito, porque se você respirar quando você coloca o pé direito, fará pressão no fígado.


11. Se sangrar o nariz, empurre com o dedo:
Se você deitar com o sangue escorrendo poderá se sufocar, por isso é melhor pressionar o dedo sobre o lado do nariz quando você tiver sangramento.

12. Para controlar o batimento cardíaco quando você está nervoso:

Coloque o polegar na boca e assopre, isso irá ajudar seu coração parar de bater tão rápido a partir da respiração.

13. Para aliviar uma dor de cabeça quando você bebe água gelada:

Quando você beber algo congelado, resfria o paladar e o cérebro interpreta. Então você deve colocar a língua no céu da boca para retornar à temperatura normal.

14. Previna a falta de visão quando você está na frente do PC:
Quando você coloca seus olhos em um objeto próximo, como um computador, a vista fica cansada e não consegue enxergar direito. Por isso, feche os olhos, contraia o corpo e prenda a respiração por um momento. Então, relaxe. Remédio santo.

15. Desperte suas mãos e pés adormecidos movendo sua cabeça:

Quando você dorme, um braço ou uma mão, gire a cabeça de um lado para o outro e sentirás a dormência passar dentro de 1 minuto. Os membros superiores adormecem pela pressão sobre o pescoço. Igualmente para pernas e pés, leva alguns segundos.

16. Uma maneira fácil de prender a respiração debaixo d'água:

Antes de mergulhar, fazer respirações muitos rápidos e fortes para fazer o sangue ácido desaparecer, pois isso é que causa a falta de ar.

17. Memorize textos à noite:
Tudo o que você ler antes de dormir, o mais fácil de lembrar ...



Depressão e Fraqueza - Elas andam juntas e consequência é séria

aliados da saúde

Depressão e Fraqueza - Juntos a consequência é séria! Pode ser sinal de anemia, problemas hormonais e estresse extremo.

Sintoma é queixa comum e pode estar ligado a vários problemas de saúde. Estresse e preocupações do dia a dia também deixam o paciente fraco.

Sentir-se fraco por dormir mal ou não comer direito é normal, mas a fraqueza pode ser também sintoma de problemas de saúde mais sérios, como anemia, problemas hormonais ou até mesmo depressão, como explicou o endocrinologista Alfredo Halpern.


Porém, apesar de todas essas causas possíveis, a fraqueza é mais comumente provocada por problemas difíceis de serem diagnosticados através de exames, como pouco tempo de lazer e descanso, estresse e preocupações do dia a dia. De acordo com a clínica geral Dulce Pereira de Brito, todos esses fatores podem consumir as energias do paciente e deixá-lo fraco - por isso, ao ouvir a queixa de fraqueza, o médico deve fazer uma longa investigação para descobrir o motivo.

No caso da alimentação, os maus hábitos podem deixar o paciente com falta de algum nutriente importante para a saúde, como glicose, ferro, vitamina B 12 ou até mesmo água. No caso da deficiência de ferro ou vitamina B 12, pode ocorrer a anemia, que dá, além da fraqueza, também palidez, unhas fracas e falta de ar diante de pequenos esforços. Por causa da menstruação, quando a perda de sangue é mais intensa, a anemia é mais comum nas mulheres.

Por isso, manter uma dieta equilibrada, com frutas, legumes, verduras, carboidratos e proteínas, é essencial para manter-se forte, disposto e saudável, como recomendou o endocrinologista Alfredo Halpern. Há também a necessidade de beber muita água, para evitar desidratação, tontura e fraqueza – a dica é ingerir também frutas que podem hidratar o corpo, como maçã, laranja, tangerina e melancia.

Em relação à depressão, a fraqueza pode acontecer por que o nível de serotonina, hormônio que dá bem-estar, fica baixo no corpo e no cérebro – é como se a região responsável por deixar o paciente animado estivesse desativada. Para identificar o começo da depressão, é importante perceber se, nos últimos 15 dias, a pessoa tem se sentido fraca e desanimada e se tem perdido o prazer em realizar atividades que costumava gostar.

Nesse caso, além de ter bons hábitos alimentares, é importante também praticar atividade física, que dá disposição e prazer por causa da liberação de endorfina, hormônio que combate a dor. Por isso, os exercícios são extremamente eficientes não só para quem tem depressão, mas também para quem está apenas triste, especialmente se forem feitos pela manhã.


Há ainda a possibilidade de a fraqueza estar relacionada a problemas hormonais, já que os hormônios são essenciais para desempenhar funções metabólicas. Por exemplo, a falta de testosterona nos homens, de estrogênio nas mulheres e também dos hormônios da tireoide podem deixar o paciente apático, sonolento e até mesmo favorecer o ganho de peso, como explicou o endocrinologista Alfredo Halpern.

Se a fraqueza estiver relacionada a problemas do sono, é importante saber também o que pode estar afetando a pessoa na hora de dormir. Por exemplo, apneia, insônia ou até mesmo a síndrome das pernas inquietas podem atrapalhar o sono e dificultar que o corpo ganhe forças para o dia seguinte. A dica dos médicos para dormir bem é evitar alimentos que tenham cafeína à noite e desligar luzes no quarto, já que a luz é um estímulo a mais para o cérebro, que fica com dificuldade para adormecer. Além disso, é importante manter fora do quarto problemas, medos, angústias e tudo que possa atrapalhar o sono.

Água aromatizada
Saiba como preparar a água aromatizada para quem quer se manter hidratado, mas não gosta de beber água pura. Veja abaixo algumas das receitas dessas águas, que devem ser bebidas sempre coadas, como alertou a nutróloga Liliane.

Receita 1 (para diminuir a vontade de comer doce)
Ingredientes:
- Água
- Gelo
- 1 maçã cortada
- Canela em pau
- Cravo
Misture tudo, mexa e coloque gotas de limão. Para beber, é importante coar o líquido.

Receita 2 (para ajudar na digestão)
Ingredientes:
- Gengibre
- Hortelã
- 2 limões
Misture tudo, mexa e coloque gotas de limão. Para beber, é importante coar o líquido.

Receita 3
Ingredientes:
- Capim limão
- Casca de maracujá
- Laranja
Misture tudo, mexa e coloque gostas de limão. Para beber, é importante coar o líquido.

Fonte: Portal Bem Estar - Globo.com



Chás que as mulheres grávidas não podem tomar e os que podem

Chás que as mulheres grávidas não podem tomar e os que podem

Assim como alguns remédios, determinados chás e ervas podem diminuir a quantidade de leite, causar intoxicação e até mesmo aborto.

Gestantes têm uma série de restrições a medicamentos. Até aí, sem novidades, afinal muitos desses remédios possuem substâncias fortes que podem ser prejudiciais à mãe e ao bebê. Mas não são só os fármacos que precisam ser evitados, alguns chás e ervas naturais podem ser tão danosos quanto.

Para a mestre em ciências da saúde da Universidade Federal de São Paulo, especialista em nutrição para gestantes, Fernanda Mariz, mãe de Ana Luiza, o uso pouco cuidadoso de plantas medicinais pode causar intoxicações, diminuir a quantidade de leite e até mesmo aborto. “Infelizmente muitas plantas ofertadas no comércio são mal identificadas e encontram-se em mal estado de conservação”, alerta.



Tudo depende da quantidade e frequência que o chá é consumido. Segundo Fernanda, canela é um ingrediente que deve ser evitado, mas isso não quer dizer que se a mãe quiser comer uma banana com um pouco de canela irá passar mal. O indicado é ter bom senso e não extrapolar em nada.  

Chás que devem ser evitados

Chá de canela

Motivo: pode provocar constrição sanguínea e contração dos músculos do útero.

Chá de hortelã

Motivo: diminui a produção de leite, razão pela qual deve ser evitado durante a gravidez e principalmente durante a amamentação.

Chá de boldo

Motivo: também conhecido como boldo chileno, livremente comercializado como chá para distúrbios gástricos, ele possui efeitos tóxicos devido à presença do ascaridol, que pode causar abortos. Além dele, chá de arruda, cipó-mil-homens, erva-de-bicho, buchinha do norte, confrei, espirradeira, melão-de-são-caetano, erva-de-santa-maria, pinhão-de-purga ou pinhão-paraguaio, poejo e losna, também são abortivos.

Chá preto, verde, branco, mate e banchá

Motivo: acelera o metabolismo e pode causar mal-estar e palpitações cardíacas.

Chás permitidos

Por terem propriedades calmantes e digestivas, chás de camomila, erva-cidreira, capim-limão e erva-doce (este último aumenta o leite materno) promovem uma sensação de relaxamento boa para mãe e filho.

No entanto, para não correr riscos, o melhor a fazer é usar esses apenas com orientação médica ou nutricional, por mais que seja um produto de origem vegetal.

Fonte: Revista Pais e Filhos




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