Diabetes - Fique por dentro dos mitos e verdades sobre a doença

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Ainda existem muitas dúvidas sobre a doença, muitos mitos que a cercam, e muitas verdades desconhecidas e questionadas. Vejam neste artigo quais os mitos e verdades mais comuns sobre diabetes!

Um total de 347 milhões de pessoas no mundo inteiro têm diabetes. Esse número deve crescer para mais de meio bilhão nos próximos 20 anos.

Uma das propostas mais polêmicas para solucionar o problema é que as empresas sejam taxadas por acrescentar açúcar a seus produtos.



 Diabetes - Fique por dentro dos mitos e verdades sobre a doença.
Diabético não pode comer nada com açúcar
MITO: 
Quando se está com a taxa de glicemia, o açúcar no sangue, muito acima do padrão, a recomendação médica é evitar ao máximo o açúcar. Mas, à medida em que o paciente consegue controlar a doença, ele pode, sim, consumir doces moderadamente. "Não existe proibição absoluta. Depois que a pessoa está com um controle bem feito, nada impede que coma um doce eventualmente. O ideal é que seja sempre de sobremesa, porque depois das refeições o açúcar não é liberado no corpo tão rapidamente", recomenda o endocrinologista Felipe Gaia

Não há restrições alimentares para os diabéticos além de evitar o açúcar
MITO: 
Além do açúcar, diabéticos precisam tomar cuidado com o consumo de carboidratos, encontrados em produtos como batatas, massas, pães, tortas e, em especial, os feitos com farinha branca. "Uso uma metáfora: o acúçar é um tijolo; o carboidrato é como uma parede feita de tijolos. O corpo desfaz essa parede para usar os tijolos", explica o endocrinologista Felipe Gaia. Assim como o açúcar, os carboidratos não estão completamente vetados da dieta, mas devem ser ingeridos com moderação

Diabetes, na fase inicial, não provoca sintomas
VERDADE: 
Na fase inicial da doença, o único indicativo é mesmo o exame de sangue. "Diferentemente de outras doenças, o diabetes não provoca dor. Até chegar às complicações severas, o paciente pode levar 10, 15 anos", afirma o endocrinologista Felipe Gaia. Por isso, é importante que os pacientes sejam bem orientados pelos médicos, para que não fiquem relapsos com o tratamento

Transplante de pâncreas pode curar o diabetes
PARCIALMENTE VERDADE: 
O transplante de pâncreas é uma cirurgia complicada, com riscos. Depois, o paciente vai precisar trocar a insulina por imunossupressores, para serem tomados durante toda a vida. E o órgão doado não costuma durar mais do que 10 ou 15 anos. Há ainda a dificuldade de se encontrar doadores. "Por tudo isso, o transplante só é indicado em último caso, para pacientes que estão fazendo o melhor tratamento possível, mas ainda assim têm muita flutuação da glicemia. Em geral, o transplante se faz para quem já está com os rins afetados; então, se faz o duplo transplante", afirma a endocrinologista Denise Franco

Comer doce demais pode causar diabetes tipo 2
MITO: 
O que faz com que a pessoa se torne diabética é o sedentarismo associado à obesidade e a uma inflamação discreta do tecido gorduroso. O componente genético também influencia. Não raro, uma pessoa obesa consome doces em excesso, mas não são eles que causam o diabetes. "Se uma pessoa come muito doce, mas faz exercícios, mantém sua cintura fina, é difícil que vá ter problemas com diabetes", afirma o endocrinologista Felipe Gaia


Todo diabético precisa tomar insulina
MITO:
Para quem tem diabetes do tipo 1 não há mesmo escapatória, já que o pâncreas não é capaz de produzir insulina. Mas para os pacientes diabéticos do tipo 2, que são 90% dos casos, a insulina pode ser dispensada se a doença for detectada e tratada no início. "Um diabético pode passar a vida inteira sem nunca precisar de insulina. Mas se o pâncreas for sobrecarregado e começar a 'falhar', a melhor solução é a insulina. Nesses casos, quanto antes, melhor", explica o endocrinologista Felipe Gaia

Diabetes é uma doença crônica que não mata
MITO: 
Embora atualmente os tratamentos médicos evitem as mortes por coma diabético, a doença afeta diversas funções do organismo que colocam a vida em risco. Ou seja, ela mata, mas de forma indireta. "Um diabético tem seis vezes mais chances de ter infartos e derrames, assim como tem mais câncer. Outra causa secundária de morte são as complicações renais", diz o endocrinologista Felipe Gaia

Atividade física ajuda quem tem diabetes
VERDADE: 
Durante os exercícios, o corpo usa a glicose como fonte de energia, ou seja, a atividade física tem um papel semelhante ao da insulina. Outra vantagem é que exercícios regulares levam à perda de peso, o que ajuda a melhorar o controle do diabetes. "A atividade física ainda contrabalança o estresse, um fator que agrava o quadro de diabetes", diz a endocrinologista Denise Franco

O estresse piora o diabetes
VERDADE:
Fatores de estresse podem, sim, piorar o quadro de diabetes quando já existe o problema, mas isso não significa que o estresse cause o diabetes. "O nível de açúcar sobe quando as pessoas ficam nervosas, assim como a adrenalina e o cortisol. Quando o pâncreas está comprometido, ele não aguenta essa elevação", explica a endocrinologista Denise Franco. Segundo ela, o estresse tem o potencial de desbalancear os sistemas endócrino, imunológico e neurológico

Diabéticos podem comer produtos diet à vontade
MITO:
"Ninguém pode comer nada à vontade", alerta a endocrinologista Denise Franco, diretora da Associação Diabetes Brasil. "Muitas vezes a gente nem recomenda o produto diet, como um chocolate, porque ele tem mais gordura, o que também faz mal", diz. Já um doce de frutas com adoçante costuma ser uma boa opção de sobremesa diet

Diabetes tipo 2 só aparece em adultos
MITO: 
Até pouco tempo atrás, o aparecimento do diabetes tipo 2 (que está ligado ao sedentarismo e hábitos alimentares poucos saudáveis) era registrado em adultos, sobretudo a partir dos 40 anos. Mas hoje está cada dia mais comum também em adolescentes e crianças. "Até 15 anos atrás, a gente definia que o diabetes da criança era a tipo 1. Agora, isso não é mais verdade", afirma a endocrinologista Denise Franco

Cirurgias de redução de estômago/intestino curam o diabetes
MITO: 
Embora a maioria das pessoas que passa por essas cirurgias registre melhora nos níveis de glicemia, se voltar a engordar, a doença retorna. "Por enquanto, o diabetes não tem cura. A pessoa vai ter de se preocupar sempre em manter a doença controlada", informa a endocrinologista Denise Franco. As cirurgias bariátricas também não ajudam pessoas cujo pâncreas já foi danificado e não produz mais insulina


Diabetes é genética
PARCIALMENTE VERDADE:
No diabetes do tipo 1 há um forte componente genético, explica o endocrinologista Felipe Gaia. Filhos de uma mãe ou pai diabéticos têm 10% de chances de também desenvolverem a doença. Quando se trata do tipo 2, há uma série de causas, entre elas o fator genético, que deixa a pessoa mais propensa a ficar diabética. "Mas quem se cuida, se alimenta bem e faz exercícios, tem uma relativa proteção", garante o médico

Chá de pata de vaca é bom para quem tem diabetes
PARCIALMENTE VERDADE:
Embora tenha o potencial de diminuir a glicemia, o chá da planta conhecida como pata da vaca é contraindicado como forma de tratar o diabetes. "Ele aumenta a secreção de insulina, mas é muito difícil fazer o ajuste para a dose certa quando se trata de um chá. Quanto do princípio ativo tem em cada xícara? Você também não tem como saber se o solo, por exemplo, influenciou na ação da planta", explica a endocrinologista Denise Franco

Existe uma categoria de "pré-diabéticos"
VERDADE: 
Essa denominação é recente, mas vem sendo usada por muitos médicos de 2010 para cá, diz o endocrinologista Felipe Gaia. Ela é utilizada para designar alguém cujos índices de glicemina e outros indicadores de diabetes ainda não atingiram o patamar para que o paciente seja considerado oficialmente um diabético, mas que estão muito próximos do limite. "É como um sinal amarelo, e piscando com força", diz Gaia

O diabetes do tipo 1 é pior que o do tipo 2
PARCIALMENTE VERDADE: 
O pâncreas do portador do diabetes tipo 1 não produz nenhuma insulina, o que torna o tratamento mais "trabalhoso", segundo o endocrinologista Felipe Gaia, consultor do SalomãoZoppi diagnósticos e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. "Desde o início temos que fornecer insulina de forma a simular o trabalho do pâncreas", afirma. Já no diabetes tipo 2, o pâncreas produz insulina, mas ela não consegue atuar corretamente no corpo. "No começo do tratamento, e se a pessoa se cuidar sempre, basta emagrecer e fazer atividade física", diz. Mas, se o paciente não se cuidar, pode ficar com o pâncreas com a capacidade de produzir insulina totalmente comprometida, como o de um paciente do tipo 1

Diabetes pode causar cegueira
VERDADE: 
Embora o diabetes possa seguir muitos anos assintomático, uma das possíveis complicações de se ter a doença sem controle por um longo período é a cegueira. "O diabetes estimula o crescimento de vasos na retina, o que acaba levando a sangramentos. E também pode provocar o descolamento de retina", afirma o endocrinologista Felipe Gaia

Diabetes pode levar à impotência
VERDADE: 
Com o passar dos anos, o diabetes sem controle passa a afetar o organismo de várias formas. Por exemplo, danifica os rins, que não conseguem dar conta de uma quantidade tão grande de açúcar. O excesso de açúcar também afeta os vasos sanguíneos e os nervos, o que causa falta de sensibilidade nas extremidades. "Se afetar os vasos da região peniana, fica difícil encher o pênis de sangue e manter a ereção, assim como pode afetar a sensibilidade", explica o endocrinologista Felipe Gaia

Existe diabetes que só aparece na gravidez
VERDADE: 
Chamado de diabetes gestacional é a elevação dos índices de açúcar no sangue de mulheres que tinham taxas normais antes da gravidez. Os hormônios produzidos durante a gravidez dificultam a ação da insulina do corpo. Se a mulher já tem tendência, está acima do peso e tem mais de 35 anos, tem mais chances de que essa resistência seja elevada demais a ponto de se tornar um problema como o diabetes gestacional. ?Nas demais mulheres, o pâncreas aumenta um pouco a produção de insulina, porém, a pessoa não fica diabética?, diz o médico Felipe Gaia

Há diabetes que são mais difíceis de se controlar
PARCIALMENTE VERDADE:
"O diabetes é uma doença progressiva. Então, em alguém que tem o diagnóstico tardio, ou que não tratou adequadamente a doença desde o início, o controle vai ser mais complicado", explica a endocrinologista Denise Franco. A médica diz, no entanto, que mesmo para os casos mais complicados, a tecnologia tem ajudado bastante no tratamento: há vários tipos de monitores e sensores de glicose, bombas de insulina etc

Fonte: Uol - Saúde

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