Alimentação Saudável - Não deixe virar uma obsessão

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Alimentação Saudável - Não deixe virar uma  obsessão 

Quem acompanha sites de saúde a algum tempo, pode notar um avanço no número de pessoas que exibem, orgulhosas, pratos extremamente seletivos. Cru, vegano, sem lactose, sem açúcar, sem glúten... Nosso blog é um dos que pregam a corrente da alimentação saudávelmais, sem exageros!

Em alguns casos, o desejo de adotar uma alimentação saudável pode virar obsessão e prejudicar a saúde, em vez beneficiá-la. 

Caracterizada pela necessidade do indivíduo de seguir uma dieta restritiva, rigorosa e considerada correta, a ortorexia é um tipo de transtorno do comportamento alimentar que pode levar, por exemplo, à desnutrição e ao isolamento social.

Por acreditar que determinados alimentos fazem mal, o ortoréxico corta nutrientes importantes do cardápio, como carboidratos e proteína animal, sem fazer substituições de qualidade. Outras atitudes típicas são querer tomar vários suplementos vitamínicos e se negar a ir a festas ou sair para comer fora com a família ou os amigos, por medo de cometer deslizes na dieta.

É um transtorno difícil de ser detectado, porque a pessoa acredita que está sendo o mais saudável possível e fica com a consciência tranquila. Mas chega um momento em que o comportamento abusivo, de só pensar em comer adequadamente, compromete a qualidade de vida, explica a nutróloga Liliane Oppermann, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Tratamento depende de apoio familiar


Não há como prevenir a ortorexia, mas a detecção precoce do transtorno facilita o tratamento. Por isso, o apoio da família é importante: se ficar evidente a inflexibilidade da pessoa em relação à comida, é preciso ajudá-la a buscar ajuda especializada.

Segundo o psiquiatra Alexandre Azevedo, do Programa de Transtornos Alimentares do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, o tratamento da ortorexia alia psicoterapia, para a tomada de consciência do problema, e orientação nutricional, para correção de padrões alimentares errados.

Meio termo é o caminho


Segundo a nutricionista Ana Carolina Bragança, o desenvolvimento da ortorexia está ligado a uma predisposição genética ao transtorno, além de fatores familiares, traumas (como ter repulsa a certos alimentos depois de um episódio de gastroenterite, por exemplo) e exposição frequente a um ideal de vida saudável veiculado na mídia.

Nunca comer fast food é uma opção de vida, é normal. Mas quando a pessoa só come aquilo que ela mesma determinou que é saudável e não abre mão de sair da rotina, isso já caracteriza extremismo — diz Ana Carolina, especialista em comportamento alimentar.

Profissionais da área da saúde, como médicos, nutricionistas e educadores físicos, fazem parte do grupo de risco para a ortorexia, assim como mulheres na faixa dos 30 anos. De acordo com o psiquiatra Leonardo Gama Filho, o segredo para não cair no exagero e ficar doente é manter a moderação.

Dá para ser saudável e comer em uma festa sem se martirizar depois. Não abusar nem deixar faltar é sempre bem-vindo, pondera.

Fontes: extra.globo.com / Abran



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