Aedes Aegypti - Muito mais que um simples mosquito

Aedes Aegypt - Muito mais que um simples mosquito
Aedes Aegypti - Muito mais que um simples mosquito

Com sintomas parecidos e o mesmo transmissor, dengue, chikungunya e zika precisam ser diagnosticadas com antecedência, pois seus tratamentos são específicos.

Um mosquito, muitas consequências. Ainda é caso de estudos, mais já está praticamente confirmada a ligação entre o zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, e os casos de microcefalia.

Os registros da doença que causa malformação no crânio de bebês cresceram mais de 80% desde que o vírus surgiu no país, em 2014, segundo o Ministério da Saúde. “Prima” da dengue, a zika é uma doença mais branda, que costuma ser confundida com alergia.

Ela causa erupções na pele e olhos avermelhados — explica a infectologista e presidente da CCIH do Hospital e Maternidade Santa Joana Rosana Richtmann: — Além da transmissão pelo mosquito, estatísticas indicam uma possível transmissão de mãe para filho, durante a gestação.

Para aliviar as dores causadas pela chikungunya, são usados antiiflamatórios que não podem ser dados a quem tem dengue, pois provocam hemorragia — diz Margella Marconcine, vice-presidente do laboratório OrangeLife, que realiza testes rápidos para o diagnóstico de chikungunya ou dengue: 

Como ainda não há teste sorológico totalmente eficaz para identificar a zika, o diagnósitco é dado por exclusão.

Os vírus das três doenças também podem estar associados à transmissão da síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica que pode levar à morte, diz Margella.

Risco nos primeiros meses da gestação

É no primeiro trimestre da gestação, período em que o cérebro do feto não está formado, que o bebê pode contrair a microcefalia, explica o neurologista André Lima. Com a doença, que traz consequências para toda a vida, o bebê nasce com o perímetro cefálico menor que 33 cm.

Ele não vai sentar, andar ou falar com a idade adequada, pois apresenta um retardo no desenvolvimento — diz o neurologista — Há casos mais graves em que o retardo interfere na respiração, podendo levar à morte.

Ainda segundo o médico, não há tratamento para a microcefalia:
— Há apenas formas de aliviar as consequências, como fisioterapia e fonoaudiologia.


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