A prática de atividade física na hipertensão arterial

A prática de atividade física na hipertensão arterial
A prática de atividade física na hipertensão arterial

A Hipertensão Arterial, também chamada de pressão alta, é uma doença crônica na qual a pressão arterial se mantém elevada. É uma doença muito comum na população brasileira e mundial. 

Levantamentos populacionais mostram que cerca de um terço da população adulta brasileira tem pressão alta. Esta proporção é ainda maior em idosos - o que é preocupante, visto que a hipertensão é uma das principais causas de doença ou morte cardiovascular.

O tratamento da hipertensão arterial envolve o uso de medicamentos e a modificação do estilo de vida. Dentre os hábitos saudáveis, a adoção de um estilo de vida fisicamente ativo deve ser estimulado pois muitos estudos científicos demonstram vários efeitos benéficos da prática de atividades físicas sobre a pressão arterial.


A realização regular de atividades físicas reduz a pressão arterial tanto de indivíduos que já tem a pressão alta, quanto daqueles que ainda não tem a doença, mas que têm um risco elevado de desenvolvê-la, como os filhos de hipertensos, os obesos e os pré-hipertensos entre outros. É interessante observar que com a prática física regular, a pressão arterial diminui não só em repouso, mas também quando a pessoa está realizando suas atividades diárias e quando sofre uma situação estressante.

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É importante destacar também que, além de diminuir a pressão arterial, a realização regular de atividades físicas também:
2) reduz o colesterol e os triglicérides, melhorando o chamado perfil lipídico;
3) diminui a glicemia, ou seja, o açúcar no sangue, ajudando a prevenir e controlar o diabetes.

A prática de atividades físicas melhora ainda a qualidade do sono e ajuda a combater o estresse. Como todos estes fatores costumam estar alterados em quem tem pressão alta, aumentando o risco de ocorrer eventos cardiovasculares, como um infarto ou um derrame, a prática regular de atividades física ao diminuir esses fatores, diminui a chance de ocorrência desses eventos nos hipertensos.


Desta forma, a prática regular de exercícios físicos é recomendada para prevenir e tratar a hipertensão arterial. É importante salientar, que a quantidade de atividade física necessária para promover os benefícios mencionados não precisa ser elevada. Basta fazer atividades aeróbicas por 30 minutos em intensidade moderada na maioria dos dias da semana:
  • atividades aeróbicas como caminhada, ciclismo, natação, corrida, dança, entre outros. Estas atividades podem ser feitas no seu tempo livre em parques, praças, clubes, academias, casa, etc; mas também podem ser introduzidas na sua rotina diária, como no seu trabalho ou no seu deslocamento para as tarefas cotidiana. Por exemplo, ir à pé aos locais próximos, caminhar na hora do almoço, subir de escada ao invés de usar o elevador, usar as ciclovias da cidade e assim por diante.
  • por 30 minutos. Na impossibilidade de se fazer 30 minutos contínuos, pode-se ainda dividir essa atividade em duas sessões de 15 minutos ou três sessões de 10 minutos ao longo do dia.
  • em intensidade moderada, ou seja, durante a atividade, a pessoa deve sentir a temperatura do corpo mais alta, mas não deve estar suando demais; deve sentir que a respiração acelerada, mas não deve estar ofegante e; deve sentir que o coração está batendo mais rápido, mas não deve estar disparado.
  • na maior parte dos dias da semana, preferencialmente de 3 a 5 vezes por semana.
Esta atividade pode ainda ser complementada com a realização de exercícios com pesos e de alongamento.
Assim, não há justificativas para não se tornar ativo. A adoção de uma vida ativa é possível. Não precisa ser atleta, basta incluir um pouco de atividade física em sua vida que os benefícios aparecem e a pressão arterial diminui. A atividade moderada é a melhor escolha, pois não traz contra-indicações para a população em geral. Porém, se a pessoa apresentar sintomas como dores no peito ou desconforto respiratório quando estiver fazendo a atividade física, é importante parar e procurar um médico.

Fonte: Tiago Peçanha, M.D. Doutorando da Escola de Educação Física e Esporte da USP
Revisora: Profa. Dra. Katia de Angelis (diretora do Departamento de Atividade Física da SBH)


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