Frio pode aumentar casos de infarto


Frio pode aumentar casos de infarto

Nos dias mais frios, os índices de infarto podem aumentar em até 30%, principalmente quando a temperatura está abaixo dos 14 graus, segundo o Instituto Nacional de Cardiologia (INC).

Pacientes com idade entre 75 e 84 anos e aqueles com doença coronariana prévia são mais vulneráveis aos efeitos da baixa temperatura.

O médico do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) Felipe Pittella explica que a exposição ao frio faz aumentar a viscosidade sanguínea, a pressão arterial e as concentrações de fibrinogênio, ou seja, fatores trombogênicos que favorecem a oclusão das artérias coronárias levando ao infarto agudo do miocárdio.

“As pessoas com fatores de risco, como colesterol elevado, tabagismo e obesidade, devem evitar mudanças bruscas da temperatura, principalmente do quente para o frio, pois essa mudança súbita pode agravar sintomas de angina, e aumentar o risco de infarto e acidente vascular cerebral.”         
Apesar de nem todas as regiões do Brasil registrarem baixas temperaturas durante o inverno, o cardiologista alerta que é necessário manter o corpo aquecido.

“O frio prejudica principalmente aqueles que já têm alguma doença cardíaca, mas pode afetar aqueles que não têm ou que ainda não sabem que possuem alguma enfermidade no coração. Por isso é importante que as pessoas, principalmente as mais idosas, vistam roupas adequadas às temperaturas mais reduzidas ou mantenham suas residências aquecidas.”

Hipertensos e diabéticos correm mais riscos

As pessoas que sofrem de hipertensão e de diabetes correm mais riscos durante o inverno. Segundo o médico, “as doenças que atingem a circulação sanguínea ficam mais intensas com a chegada do frio e os pacientes com problemas circulatórios dos membros inferiores podem sentir maior desconforto nas pernas devido à diminuição da circulação”, explica Pittella.

Fonte: Instituto Nacional de Cardiologia (INC)



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