10 Efeitos que você não sabia que as drogas comuns causam no seu cerébro

Diferentes drogas podem causar diversos efeitos no corpo humano e seus efeitos posteriores são, muitas vezes, longe de ser agradáveis como os resultados imediatos que elas produzem.

Então, o que exatamente estas drogas fazem em seu cérebro?


1. Maconha

Quando o ingrediente ativo da maconha, o tetrahidrocanabinol (THC), atinge o cérebro, faz com que as células presentes liberem dopamina, causando o bem-estar. A dopamina é uma parte do sistema de recompensa do cérebro, a mesma substância química que nos faz sentir bem quando fazemos coisas prazerosas, como comer e sexo.

Quando ele sofre um excesso de prazer por drogas, o sistema de recompensa cria sentimentos de euforia. É também por isso, em alguns casos raros, que o uso excessivo pode ser um problema: Quanto mais vezes você acionar aquela euforia, menos você poderá sentir-se empolgado em outras experiências.

2. Cogumelos alucinógenos

Um estudo recente mostrou que o principal ingrediente psicoativo de cogumelos alucinógenos, a psilocibina, aparece para acalmar a atividade cerebral tradicional e, em vez de impulsionar, inicia novas conexões entre diferentes áreas do cérebro.

Essas novas conexões podem fazer com que os usuários ouçam ‘coisas’ ou enxerguem ‘cores diferente’. Cogumelos também oferecem riscos para a saúde, podendo incluir alucinações desagradáveis ​​e aumento da ansiedade.

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3. Álcool

Assim como outras drogas, as bebidas alcóolicas afetam a química do cérebro, alterando os níveis de neurotransmissores, mensageiros químicos que passam os sinais que controlam nosso pensamento e comportamento.

O álcool retarda o nosso pensamento, respiração e batimentos cardíacos por travar nossos mensageiros ‘excitatórios’, que normalmente aumentam nossos níveis de energia. Mas ele amplifica nossos mensageiros 'inibidores', aqueles que costumam trabalhar para acalmar as coisas. Ele também aumenta os níveis de dopamina, que faz o cérebro se sentir bem.


4. Heroína

O cérebro converte heroína em morfina, que se liga às moléculas das células no cérebro e no corpo, chamados receptores opioides, que afetam o modo como percebemos a dor e as recompensas. Isso explica a euforia que muitas pessoas sentem quando injetam a droga.

Como também temos receptores opioides no nosso tronco cerebral, principal centro de controle do corpo, uma overdose de heroína pode retardar e até mesmo parar a respiração, levando a danos cerebrais, coma ou morte.

5. Prescrição de analgésicos opiáceos (narcóticos)

Pesquisas recentes mostram uma potencial ligação preocupante entre heroína e opiáceos analgésicos, como Vicodin e OxyContin. Um relatório divulgado em julho descobriu que as pessoas que abusaram de opiáceos foram 40 vezes mais propensas a abusar de heroína. Uma das razões é que ambas as drogas agem de forma semelhante no cérebro.

6. Cafeína

A cafeína é a droga psicoativa mais utilizada no mundo. Estimulante do sistema nervoso central, a cafeína pode nos dar um impulso temporário de estado de espírito. Mas isso também pode bombear nossos níveis de adrenalina, importante nos exercícios, mas que pode nos deixar mais irritados e ansiosos.

A cafeína também nos mantém alertas, imitando uma molécula chamada adenosina no cérebro e utilizando um aspecto processual complexo que nossos cérebros usam para nos fazer dormir.

7. LSD

Assim como os cogumelos mágicos, o LSD é um alucinógeno. Alucinógenos afetam principalmente a área do cérebro responsável por regular nosso humor, pensamentos e percepção, mas também influenciam outras regiões que controlam o modo com o qual reagimos ao estresse. Alguns usuários têm descrito extensas “viagens” ao utilizar estas drogas, incluindo flutuar e ver suas próprias mortes.

Os efeitos a curto prazo do LSD podem incluir impulsividade, mudanças bruscas de emoções - que vão da euforia à tristeza -, tontura e aumento da frequência cardíaca.

8. Flakka

Como o Flakka é uma droga nova, os investigadores não tem certeza exatamente como ela afeta o cérebro ou como é viciante. Por enquanto, os cientistas usam seus parentes químicos, incluindo cocaína e as anfetaminas, para as provas.

Estas drogas possuem dois produtos químicos: a dopamina, substância química do prazer, e norepinefrina, que aumenta a nossa frequência cardíaca e nos mantém alerta. Como a maioria das drogas, Flakka vem com um revés. Esta sensação muitas vezes resulta em usuários que retornam à droga para se livrar do sentimento negativo, iniciando um ciclo de uso que pode levar a abusos e vício. O uso excessivo tem sido associado com sentimentos de ansiedade extrema, paranoia, alucinações e comportamento violento.

9. Ecstasy

Ecstasy baseia-se na atividade de pelo menos três neurotransmissores diferentes, incluindo dopamina, noradrenalina e serotonina, que desempenham um papel crítico na manutenção do nosso humor. Os níveis de serotonina aumentados podem explicar a melhora de humor que ocorre em muitos usuários de êxtase.

A pesquisa sugere que o uso crônico da droga (dois comprimidos por semana durante anos) é ruim para o cérebro. Dois estudos recentes que compararam usuários crônicos com aqueles que raramente ou nunca usaram, descobriram que os usuários crônicos obtiveram as menores pontuações em testes de memória e de aprendizagem. Um desses estudos também descobriu atividade reduzida nas regiões cerebrais.

10. Cocaína

Aspirada, fumada ou injetada, a cocaína entra na corrente sanguínea e penetra o cérebro em questão de segundos. Uma vez lá, ela provoca uma intensa sensação de euforia, por conta da infestação de dopamina. A sensação de prazer é tão poderosa que alguns animais de laboratório, quando podem escolher, vão optar pela cocaína ao invés de alimentos, até que morram de fome.


As partes do cérebro mais afetadas pela cocaína inclui importantes centros de memória, o que pode explicar parcialmente algumas de suas propriedades viciantes. Nos ratos que foram dosados ​​repetidamente com cocaína, uma série de mudanças ocorreram nas células do cérebro em uma região que contribui com a tomada de decisão e inibição. Quanto mais eles receberem a droga, mais eles vão escolhê-la quando possível.

Fonte: Jornal Ciência



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