Câncer de Próstata e a Sexualidade do Homem

aliados da saude


Como o diagnóstico do câncer de próstata abala a sexualidade do homem?

Mais uma bela matéria do Instituto Lado a Lado Pela Vida, para nós homens.



O diagnóstico pode abalar especialmente a autoconfiança e a autoestima do homem, o que prejudica seu desempenho e a sua satisfação sexual, secundariamente.
Estudos confirmam que quanto mais bem orientado e informado estiver o paciente a respeito de seu quadro, mais preparado estará para enfrentar a situação, inclusive no campo da sexualidade.
A extensão do tumor e o respectivo tratamento causam repercussão em diferentes graus, caso a caso: tumores maiores exigem intervenções mais extensas, o que resulta em maior comprometimento da função erétil.
Importa, também, o tipo de personalidade desse homem e seus recursos emocionais prévios ao diagnóstico. Pacientes com perfil depressivo habitualmente reagem de modo mais negativo, o que costuma agravar a depressão desencadeada pelo  diagnóstico ou pela limitação sexual secundária ao tratamento. Por outro lado, pacientes com bom estado psicológico/psiquiátrico e suporte conjugal/familiar se preservam mais.
Vale lembrar que o diagnóstico precoce, a satisfação com a profissão e os bons hábitos de vida também são elementos protetores, bem como o suporte psicoterápico/psiquiátrico.
Qual é o papel da mulher neste quadro?
A parceira, (desde que tenha uma relação de qualidade com o paciente, sendo sexualmente funcional e ativa e estando bem informada sobre o quadro e o respectivo tratamento) é fundamental em todo o processo: do diagnóstico à alta.
No diagnóstico, é ela quem ajuda o paciente a absorver o impacto da notícia e a se mobilizar para o tratamento. Muitas vezes, ela é quem agenda a consulta do parceiro.
Durante o período de recuperação, a parceira deve ter tolerância com as crises de dor, de incontinência urinária e de disfunção erétil (a qual pode se seguir à cirurgia, à radioterapia e à de privação hormonal, tanto de forma temporária como definitiva, demandando, neste caso a colocação de prótese peniana).
As falhas de ereção (que serão sanadas por meio de tratamento específico) podem gerar falta de desejo sexual, que o homem desenvolve como “proteção” contra a necessidade de sexo (que o levaria à frustração da falta de resposta erétil). Portanto, a parceira também deve estar preparada para essa fase, inclusive para a diversificação do repertório sexual, enquanto a penetração não for possível.
Como esse assunto deve ser abordado pelo casal?
Muito frequentemente, o câncer de próstata é chamado de “enfermidade do casal”, exatamente porque a doença e o tratamento afetam a ambos. O casal que está em um relacionamento saudável consegue tratar do assunto com mais facilidade do que o casal em crise conjugal.
Estudos também mostram que pacientes cujas parceiras têm dificuldades sexuais reagem pior e se recuperam sexualmente mais tarde do que aqueles cujas parceiras são sexualmente saudáveis. Está documentado que a recuperação sexual do homem depende também da saúde sexual de sua parceira: porque ela o incentiva a cuidar da saúde e porque ela se interessa por resgatar a vida sexual do casal.
Portanto, o casal deve abordar este assunto como uma situação que diz respeito aos dois e que traz à tona as fragilidades (a serem trabalhadas) e as competências de ambos (a serem comemoradas).
Fonte: Instituto Lado a Lado Pela Vida

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